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Em novo livro, Simon Sinek, um dos grandes especialistas em gestão, mostra como desenvolver a mentalidade essencial para lidar com adversidades e mudanças

 

Por Caroline Marino

 

Não há linha de chegada. Nem vencedores. A estratégia para ter sucesso no mundo dos negócios exige constância e pensamento a longo prazo, como num jogo que não tem final. Essa é a visão do especialista em gestão e liderança Simon Sinek, que lançou recentemente no Brasil o livro O Jogo Infinito (Sextante, 39,90 reais). De acordo com ele, há os jogos finitos, nos quais as regras são claras e os jogadores entendem quando a competição está acabando; e os infinitos, com regras que mudam o tempo todo e com participantes desconhecidos que chegam do nada – bem como o mundo em que vivemos hoje.

O grande problema, diz Simon, é que, embora as empresas estejam vivendo o jogo infinito, as lideranças estão com a mentalidade do jogo finito – e aí as coisas não dão certo. Segundo ele, os resultados dessa mentalidade são familiares: demissões em massa para se adequar a projeções arbitrárias, ambientes de trabalho com permanente ameaça de corte, práticas desonestas e antiéticas, premiação de profissionais tóxicos (mas com alto desempenho) e recompensa a líderes que parecem cuidar muito mais de si mesmos do que de sua equipe.

Para uma companhia ser bem-sucedida no jogo infinito dos negócios, é preciso parar de manter o foco em quem vence ou em quem é o melhor e começar a pensar sobre como montar empresas que sejam fortes e saudáveis para permanecer no jogo por muitas gerações. “Temos de sair da competição e entrar na colaboração”, diz Claudia Cavallini, consultora e professora na HSM Educação Executiva. Mas mudar esse padrão de pensamento exige preparo. Não se trata de uma chave que se altera de uma hora para outra. “Demanda desenvolvimento constante e disposição para largar as regras do jogo”, afirma a consultora.

 

Olhar para dentro

Possuir uma mentalidade infinita tem relação direta com um processo de auto-observação e autoconhecimento. O profissional deve se perguntar por que está onde está, de que maneira tem realizado suas atividades e o que gostaria de alcançar com seu trabalho. Isso porque, de acordo com Simon, o cargo que um executivo ocupa é um jogo finito, a questão é como transformá-lo em um papel infinito.

“É preciso pensar no que você quer oferecer para a empresa além dos resultados práticos e de que maneira pode influenciar seu time a trabalhar para esse objetivo”, diz Cinthia Alves, psicóloga especializada em desenvolvimento humano e mudança de comportamento. A mentalidade infinita está relacionada ao próprio desenvolvimento da maturidade psicológica emocional, segundo Marco Brito, country director da The Leadership Circle no Brasil, parte do Full Circle Group, organização global que trabalha o desenvolvimento de lideranças. “O líder precisa se perguntar quem é e qual é seu papel, principalmente diante de um mundo que muda constantemente”, diz.

A adaptabilidade acompanha Michele Martins, vice-presidente de RH da Neoway, empresa especializada em big data, desde o início da carreira. A executiva nunca chega com projetos prontos, com um conceito já desenhado: busca ser flexível e aberta para trabalhar, tendo em mente que a adaptação é constante. “Se vou lançar um programa de jornada de carreira, por exemplo, no modelo tradicional levaria seis meses para construir o projeto. No modelo ágil, lanço em períodos e em entregas curtas e, no decorrer do processo, vou adaptando o programa de acordo com as mudanças que surgem e os feedbacks das pessoas”, afirma.

Isso porque, em um mercado em constante transformação, pensar em ações prontas, sem nenhuma flexibilidade, não vai surtir os efeitos desejados. “Não podemos correr o risco de nos apaixonar por nossas ideias e ficar apegados a elas. Se eu fiz uma leitura de cenário e isso mudar no momento seguinte, preciso alterar a rota e seguir”, afirma. É essencial tirar o peso das linhas de chegada – um semestre, um mês, um projeto – e pensar a longo prazo, pois o jogo não termina ao final de um ano. “O trabalho é constante e deve mudar o tempo todo”, afirma Michele.

Ninguém sabe de tudo

“Você jamais vai jogar o jogo infinito se não for humilde”, explica Cinthia. Estar desarmado e não ter a pretensão de sempre ter a melhor resposta são comportamentos essenciais, já que a construção é sempre conjunta. “O ambiente precisa ser de questionamento, de abertura, de liberdade de expressão”, diz Cinthia.

Torna-se necessário ouvir genuinamente os funcionários, além de entender que o papel do líder é viabilizar que o trabalho da equipe aconteça e abrir espaço para que o erro seja visto apenas como parte de um processo, e não como resultado. “Pensamos em como será a experiência do colaborador, em quanto ele vai se sentir integrado à empresa e no que vai aprender com o processo”, diz Tato Athanase, gerente sênior de recursos humanos do SAS, empresa de softwares, no Brasil. Por lá, a concepção de jogo infinito é usado na gestão. No SAS Global Forum deste ano houve, inclusive, a participação de Simon Sinek. A ideia foi levar os conceitos da mentalidade infinita a todos. “Ao iniciar qualquer ação penso em sua continuidade no jogo infinito”, explica o executivo.

Segundo Tato, os projetos ou resultados podem até ser bons no curto prazo, mas, se não estiverem em sintonia com a estratégia da empresa, não fazem sentido. “É preciso entender o conceito e estar aberto a aprender sempre. A curiosidade ajuda nesse processo, além do olhar empático para a equipe”, afirma. Para ele, quando os processos são tocados de forma tradicional e presos às regras, perde-se a oportunidade de navegar para o novo. Como bem diz Simon Sinek, gestores com mentalidade infinita têm empresas mais fortes, inovadoras e inspiradoras – e que se mantêm ao longo do tempo.

 

O perfil de um gestor que sabe que o jogo nunca acaba

 

Enxerga a longo prazo

Enquanto um líder com mentalidade finita trabalha para obter de seus funcionários, clientes e acionistas algo que o faça atingir métricas arbitrárias, quem tem mentalidade infinita trabalha para garantir que seus funcionários, clientes e acionistas se mantenham inspirados a continuar contribuindo. Ele quer deixar sua organização em melhor situação do que aquela em que a encontrou.

Não vê uma linha de chegada

Um chefe de mentalidade finita deseja que o jogo acabe – e precisa vencer. Por isso, joga para si mesmo e se esforça em derrotar os outros participantes. Já o que tem mentalidade infinita quer continuar jogando e olha além da lucratividade.

Pensa no todo

Quem possui mindset finito tende a seguir padrões que o ajudem a alcançar os objetivos pessoais, sem atentar para os efeitos que possam causar. Questionar “O que é melhor para nós?” em vez de “O que é melhor para nós?” em vez de “O que é melhor para mim?” é um modo infinito de pensar. Esse raciocínio considera o impacto de suas decisões em seu pessoal, em sua comunidade, na economia, em seu país e no mundo.

Está aberto ao novo

Por trabalhar com um objetivo final em mente, o gestor de mentalidade finita não gosta de surpresas: tudo o que não é capaz de prever ou controlar pode comprometer seus planos e aumentar o risco de derrota. O infinito abraça a liberdade do jogo e está aberto a qualquer possibilidade que o mantenha nele.

Trabalha pelo desempenho da empresa

O desempenho da companhia é usado pelo pensamento finito como demonstração do valor da própria carreira de um gestor. Já um líder de mentalidade infinita usa sua carreira para aumentar o valor da empresa no longo prazo.

 

Em 03/02/2021, vocêRH. Ver original »

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O networking no estilo “uma mão lava a outra” está obsoleto, dizem especialistas. Conheça a evolução do conceito

Por Claudia Gasparini

 

São Paulo — Na cabeça de muitos profissionais, networking ainda é sinônimo de falsidade. Conhecer pessoas em eventos, trocar cartões e marcar cafés teria o objetivo de “fabricar” amizades que poderiam render vantagens profissionais no futuro. A tática pode até render benefícios pontuais, mas na prática nunca traz a estabilidade que se esperaria de uma sólida rede de contatos.

De acordo com Gabriel Toschi, diretor executivo da consultoria STATO, a saída para a velha prática do “uma mão lava a outra”, que instala um clima de hipocrisia vazia para todas as partes envolvidas, pode estar na evolução do conceito de networking: o chamado “netweaving”.

Formado pelas palavras “net” (rede, em inglês) e “weave” (tecer, entrelaçar), o termo apareceu pela primeira vez em 2003, em um livro do consultor americano Robert Littell, “The heart and art of netweaving”, e propõe uma nova forma de enxergar as relações humanas como meio de obter oportunidades profissionais.

A ideia do netweaving é cultivar laços de amizade divorciados de interesses materialistas de curto prazo — que viraram a tônica do networking nos últimos anos. “Quem pratica netweaving se aproxima do outro de forma descompromissada, com o objetivo de trocar experiências e ideias, sem esperar algo em troca no curto prazo, como uma indicação ou um emprego”, explica Toschi.

A vantagem de transformar contatos profissionais em amizades verdadeiras é que elas podem acompanhar a sua vida por muitos anos. Mas esse tipo de relação não será necessariamente útil no curto prazo.

“Ajudar uma pessoa de forma descompromissada pode trazer recompensas para você agora, daqui a muitos anos, ou nunca”, diz o diretor da STATO. “O grande benefício é saber que você fez o bem para alguém, que deixou um legado, o que traz muito significado e propósito para a carreira”.

E qual seria a diferença entre o novo termo da moda em inglês e a velha conhecida generosidade? Nenhuma, responde Toschi. A palavra é apenas uma proposta de ressignificação do ato de fazer networking, que finalmente deixaria de ser interesseiro para se tornar interessado.

Caridade?

Demonstrar vontade genuína na vida do outro, e ajudá-lo sem esperar nada em troca, não é algo que exclui a possibilidade de obter algo em troca. “A roda sempre gira”, afirma Maurício Cardoso, fundador do Clube do Networking. “Mais cedo ou mais tarde, quem colabora com uma pessoa acaba também recebendo uma colaboração, seja da própria pessoa, seja de alguém ligado a ela”.

Com um detalhe: ainda que as relações construídas pelo netweaving nunca se revelem úteis, o eventual sentimento de frustração será menor, ou nem existirá, já que não havia expectativas nesse sentido desde o princípio.

E mais: ainda que o contato não renda uma oportunidade profissional, os ganhos para o seu bem-estar continuarão existindo.

Um estudo de neurologia publicado pela prestigiada revista científica “Nature” revelou que a prática de atos generosos desencadeia mecanismos no cérebro associados à sensação de felicidade.

“Dizer a verdade e construir uma rede de conexões sinceras é algo que faz bem para a saúde e também para a carreira”, diz Cardoso. “Em ‘netweaving’ existe a palavra ‘weave’, que significa tecer, isto é, recuperar a malha social, feita de laços, e isso é algo de que todos estamos precisando”.

 

Em 05/12/2017, revista Exame. Ver original »

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Replacement

Soluções estratégicas em transição, movimentação de carreira e recolocação aliadas ao mapeamento de oportunidades e exposição ao mercado-alvo.
O Replacement é um processo inovador voltado para o desenvolvimento de conexões estratégicas com o mercado.
Através de uma metodologia moderna e inovadora – centrada na conectividade do cliente com o mercado e na construção de relacionamentos de valor – asseguramos melhores resultados para nossos assessorados.
Muito além do tradicional Outplacement, a Connection vai com você ao mercado!

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A Connection foi pioneira no rompimento do modelo tradicional de Outplacement no Brasil e conta com uma equipe de inteligência de mercado dedicada ao mapeamento de posições dentro do perfil do executivo, além de uma rede exclusiva de relacionamento para key networking.

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Recolocação de Executivos

Recolocação para Executivos em São Paulo: estratégia completa para voltar ao mercado com posicionamento, networking e velocidade

27/01/2026
Se você é um executivo que avalia o mercado, provavelmente já percebeu dois movimentos ao mesmo tempo. Por um lado, há volume e diversidade de oportunidades. Por outro, a concorrência é intensa, muitos processos são mais “silenciosos” e, consequentemente, a régua de decisão costuma ser alta. Além disso, quanto mais sênior é o cargo (gerência, diretoria, C-level), mais o jogo muda. Na prática, o que decide não é só currículo. Em vez disso, entram em cena posicionamento, narrativa, prova de impacto e, sobretudo, acesso ao mercado-alvo (headhunter, conselheiros, investidores, CEOs e líderes de áreas). Por isso, este guia de recolocação para executivos foi pensado para ser direto, prático e acionável. Ao longo do texto, você vai encontrar pontos objetivos, checklists e um passo a passo claro.
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