O desligamento de colaboradores ainda é um tabu – a palavra “demissão” muitas vezes carrega uma conotação negativa, evocando imagens de tensão, conflito e impacto negativo na moral da equipe.
No entanto, executivos de alto nível, compreendem que demissões, apesar de desafiadoras, são ferramentas cruciais para promover mudanças culturais, corrigir desvios organizacionais e conduzir processos de turnaround, visando o crescimento e a sustentabilidade de uma organização.
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Desligamento de Colaboradores: o Papel da Liderança na Gestão de Pessoas
É fundamental reconhecer que a gestão de pessoas é uma das responsabilidades mais importantes dos líderes empresariais. Nesse contexto, tomar decisões difíceis, como o desligamento de colaboradores, é parte integrante do papel gerencial. Os CEOs, VPs e Diretores de RH devem estar preparados para assumir essa responsabilidade com determinação e sensibilidade.
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Identificando a Necessidade de Demissão
Antes de tomar a decisão de demitir um colaborador, é crucial realizar uma avaliação cuidadosa da situação. Isso pode incluir revisar o desempenho do funcionário, seus gaps na função atual, possibilidades de reaproveitamento interno de suas habilidades, analisar seu ajuste cultural com a empresa e considerar fatores externos, como mudanças no mercado ou nas necessidades da organização.
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Comunicação Transparente e Respeitosa
Uma vez que a decisão de demissão tenha sido tomada, é essencial comunicá-la de forma transparente e respeitosa. Os líderes devem se esforçar para fornecer todas as informações necessárias ao colaborador, explicando claramente os motivos por trás da decisão e oferecendo apoio durante o processo de transição.
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Minimizando o Impacto nos Colaboradores e na Cultura Organizacional
Embora as demissões sejam inevitáveis em certas circunstâncias, é importante minimizar seu impacto negativo na moral da equipe e na cultura organizacional. Isso pode ser alcançado através de uma comunicação aberta e honesta, apoio na recolocação e com benefícios diferenciados no offboarding dos colegas de trabalho afetados e um compromisso renovado com o desenvolvimento e reconhecimento dos colaboradores remanescentes.
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Aprendizado e Crescimento Contínuo
É imprescindível encarar cada demissão como uma experiência de aprendizado. Os líderes devem refletir sobre os motivos por trás da demissão e buscar maneiras de evitar situações similares no futuro. Além disso, é importante oferecer suporte e recursos aos colaboradores remanescentes para ajudá-los a superar qualquer impacto negativo que a demissão possa ter causado.
Em última análise, demitir é, sem dúvida, uma tarefa gerencial desafiadora. A capacidade de tomar decisões difíceis, demonstra a responsabilidade e o comprometimento dos líderes com a saúde e o futuro da empresa. Eles sabem que, ao (re)alinhar a equipe com a visão e os valores da organização, criam um ambiente mais coeso e produtivo, preparado para enfrentar os desafios e alcançar os objetivos do grupo. Contudo, é crucial realizar este processo de forma ética e responsável. Como diria um chefe que tive: “Os mortos deixados no caminho também são responsabilidade sua”.
Universidade de São Paulo continua entre as 100 primeiras do ranking, liderado pelo MIT pelo 13º ano consecutivo
A USP (Universidade de São Paulo) foi desbancada pela UBA (Universidade de Buenos Aires) e perdeu a posição de número 1 da América Latina, que havia conquistado na última edição do ranking QS World das melhores universidades do mundo.
Depois de ficar pela primeira vez entre as 100 melhores do mundo, com o 85º lugar, a USP perdeu a posição e ficou em 92º na edição de 2025. A UBA, por sua vez, saltou de 95º em 2024 para 71º e se consagrou como a melhor da região.

Marcos Santos/USP Imagens
USP é a universidade brasileira melhor colocada no ranking
No Brasil, a USP é seguida pela Unicamp (232º), UFRJ (304º) e Unesp (489º), únicas brasileiras entre as 500 melhores, segundo a lista global.
Entre as melhores da América Latina, a UC (Pontificia Universidad Católica de Chile) e a UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) também marcam presença com os 93º e 94º lugares, respectivamente.
Há 13 anos, o MIT (Massachusetts Institute of Technology) ocupa o 1º lugar do ranking mundial. Nas colocações seguintes estão as inglesas Imperial College London e Oxford.
A Universidade de Cambridge, que ocupava o 2º lugar na edição anterior, caiu para 5º, enquanto Harvard permanece na 4º posição.
O ranking é baseado na análise de mais de 17 milhões de estudos acadêmicos e nas opiniões de 280 mil especialistas.
Confira quais são as 10 melhores universidades do mundo
1 – MIT (Massachusetts Institute of Technology) – Cambridge, Estados Unidos
2 – Imperial College London – Londres, Reino Unido 
3 – Universidade de Oxford – Oxford, Reino Unido
4 – Universidade Harvard – Cambridge, Estados Unidos
5 – Universidade de Cambridge – Cambridge, Reino Unido
6 – Universidade Stanford – Stanford, Estados Unidos
7 – ETH Zurich – Zurique, Suíça
8 – Universidade de Singapura – Singapura
9 – UCL – Londres, Reino Unido
10 -Universidade da Califórnia – Berkeley, Estados Unidos
Matéria original publicada pela Forbes, leia na íntegra aqui.
Ao atuar em diferentes organizações, profissionais entregam visões de negócios diversas e ajudam a formar parcerias
A conselheira Jandaraci Araújo diz não ser cabível atuar em concorrentes diretos — Foto: Gabriel Reis/Valor
Conselheiros “múltiplos” ou que participam de colegiados em várias empresas estão mais comuns no mercado. De acordo com especialistas, a presença dos executivos em “boards” diferentes pode trazer vantagens para as operações, como a entrega de visões de negócios mais diversas, conexões que ajudam na costura de parcerias estratégicas e conhecimentos sobre outros setores que podem ser aplicados nas companhias que orientam.
O conselheiro pode “transportar” aprendizados entre as organizações, diz Luiz Martha, diretor de conhecimento e impacto do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). “Isso inclui boas práticas de governança e informações de mercado que não sejam confidenciais”, afirma. “O profissional pode estar, por exemplo, em um conselho que adota avaliações de desempenho e ajuda a levar essa rotina para um grupo que não faz.”
Na opinião de Jandaraci Araújo, conselheira de administração e cofundadora do Instituto Conselheira 101, programa de incentivo à diversidade nos colegiados, a presença em mais de um comitê é benéfica para a gestão, mas devem-se tomar alguns cuidados.
A participação em vários comitês traz vantagens para as companhias, como a variedade de perspectivas, além de enriquecer os processos de tomada de decisões, explica. “Mas é importante que as companhias considerem os desafios associados aos conselheiros múltiplos, como a limitação de tempo para o trabalho e conflitos de interesse. Não é cabível um conselheiro atuar com concorrentes diretos.”
De acordo com a especialista, está crescendo o número de conselheiros “multitarefa”. “Das 105 formadas no Conselheira 101 desde 2020, 49% estão no mercado e, dessa parcela, aproximadamente 10% pertencem a mais de um conselho”, revela.
Araújo, aos 51 anos, é conselheira desde 2019. Tem assentos em cinco organizações: na Future Carbon, do mercado de carbono; na Kunumi, de inteligência artificial; no Instituto Inhotim, do setor de arte e cultura; e na Motriz, de educação pública – também atua no conselho fiscal da mineradora Vale como suplente. “Cada conselho tem, em média, de cinco a seis reuniões por ano”, explica a administradora de empresas. Antes das reuniões, ela separa de quatro a oito horas por dia para estudar os dados das operações. “A rotina também envolve encontros com o C-level das companhias, novos planos de atuação e um almoço ou café de networking.”
Christiane Aché, diretora do Advanced Boardroom Program for Women (ABP-W) da Saint Paul Escola de Negócios, curso de 300 horas que desenvolve competências técnicas e comportamentais para conselheiras e futuras conselheiras, diz que o código de melhores práticas de governança do IBGC não crava uma limitação sobre o número máximo de colegiados que um profissional pode participar. “No entanto, o documento destaca a importância de ter tempo e dedicação suficientes para cumprir com todas as responsabilidades”, pontua.
Matéria original publicada no Valor Ecônomico, acesse na íntegra aqui.
Inglês fluente e o nome da faculdade deixam de ser requisitos. Mudança exige identificar áreas possíveis de serem ocupadas sem o diploma. Entenda
“As empresas estão flexibilizando mais os seus requisitos para trazerem contratações mais plurais e diversas”, diz Paula Esteves, Co-CEO da Cia de Talentos, que atua no desenvolvimento de profissionais, além de recrutar jovens para processos de estágio e trainee. O primeiro sinal de que as exigências estão começando a cair, segundo ela, foi quando muitas empresas deixaram de exigir o inglês fluente. Ela conta também que houve uma redução do número de empresas que baseiam a seleção no nome da faculdade do candidato.
Além disso, ainda de acordo com a executiva, os contratantes estão entendendo que existe uma amplitude de cursos que podem ser considerados para uma vaga. “Antes você só contratava psicólogos para trabalhar em recursos humanos”, por exemplo.
No momento em que o profissional vem com a formação técnica e o repertório necessários para performar na área, a graduação deixa de ser obrigatória e “pode ser colocada como desejável”, avalia Esteves.
Quando a formação superior é exigida em um cargo, dois terços dos trabalhadores selecionáveis são eliminados. Esses dados foram coletados nos Estados Unidos e fazem parte de um relatório do Census Bureau de 2023. O público mais afetado pelo pré-requisito são trabalhadores negros e hispânicos.
O número de anúncios de emprego que deixaram de exigir ensino superior aumentou quatro vezes na última década, entretanto, a cada 100 vagas com esse perfil, apenas quatro candidatos sem diploma foram efetivamente contratados, de acordo com um estudo realizado pela Harvard Business Review. Os números levantados revelam o desalinho da divulgação das oportunidades com as práticas de recrutamento.
Camila Pignatari, diretora de gestão de pessoas na Care Plus, diz que a contratação por habilidade é uma realidade na operadora de saúde. Desde 2022, a graduação não é mais um requisito obrigatório para assistentes, analistas juniores e plenos. Cargos de alta liderança, entretanto, costumam requerer habilidades específicas geralmente adquiridas em cursos superiores.
Em 2023, 65,2% das pessoas de 18 a 24 anos não frequentavam escola e não concluíram o nível superior no Brasil
Ainda de acordo com Pignatari, “as empresas devem ser mais realistas quanto aos requisitos para processos seletivos”. Não obstante, considerando o contexto socioeconômico brasileiro, as corporações podem fomentar a capacitação dos seus colaboradores ampliando oportunidades de crescimento através de cursos e treinamentos.
O ponto de partida para deixar de exigir formação superior para um cargo é estudar e identificar as áreas possíveis de serem ocupadas sem o diploma. É muito fácil você ver se a pessoa consegue programar, por exemplo, se ela conseguir entregar um código, diz Esteves, Co-CEO da Cia de Talentos.
“As pessoas querem estudar. São poucas formadas porque não têm opção, nem condição”, avalia Paula Esteves, ressaltando o aumento do número de pessoas “mais velhas” entrando no ensino superior a distância.
Em 2023, 65,2% das pessoas de 18 a 24 anos não frequentavam escola e não concluíram o nível superior, constatou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. O percentual de jovens com acesso ao ensino superior foi de 21,6%. “Você tem aí 80% das pessoas que não tem acesso ao ensino superior, eles precisam trabalhar e essa é a realidade do Brasil”, complementa Esteves.
“A formação universitária tem muito valor. Não só no aspecto técnico mas também no desenvolvimento de outras competências (soft skills)”. As vivências do ambiente universitário promovem aprendizados como o trabalho em equipe, além de várias outras questões que são importantes para a formação de uma pessoa. “Então a gente incentiva o acesso à universidade.”, finaliza a executiva.
Matéria original publicada no Valor Ecônomico, leia na íntegra aqui.









